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Pergunta de marketing

O que é funil de vendas e como montar o da minha empresa?

Resposta curta

Funil de vendas é o caminho que a pessoa percorre até comprar de você: ela te conhece, se interessa, entra em contato, recebe uma proposta, compra e, com sorte, volta a comprar. Para montar o seu, liste essas etapas, conte quantas pessoas chegam em cada uma e descubra onde elas somem.

O que é funil de vendas, em português simples

Funil de vendas é o desenho do caminho que uma pessoa faz desde o dia em que descobre sua empresa até o dia em que paga. Chama-se funil porque entra muita gente pela boca larga e sai menos gente pela ponta estreita. Isso é normal. Nem todo mundo que vê seu anúncio vai comprar, e nem todo mundo que pede orçamento vai fechar.

O problema não é perder gente. O problema é perder gente sem saber em que ponto, nem por quê. Quando o dono diz que as vendas caíram, quase sempre a pergunta certa é: caíram onde? Entrou menos gente? Entrou a mesma quantidade, mas ninguém respondeu o contato? Responderam, mas o orçamento não fechou?

Cada resposta pede uma providência diferente. Se você gasta mais com anúncio para resolver um problema que está na hora de responder o WhatsApp, o dinheiro vai embora sem consertar nada. O funil serve para enxergar o ponto certo antes de gastar.

Funil não é teoria de marketing. É uma conta simples de quantos entram, quantos ficam e quantos pagam.

As seis etapas do funil, uma por uma

Existem vários desenhos de funil. Para a maioria das empresas estabelecidas, seis etapas bastam e são fáceis de contar:

  • Atenção: a pessoa descobre que você existe. Pode ser por uma busca no Google, um anúncio, uma indicação, uma passada na frente da loja ou um post.
  • Interesse: ela não só viu, ela quer saber mais. Entrou no site, olhou o perfil, abriu o catálogo, leu as avaliações.
  • Contato: ela levantou a mão. Mandou mensagem, ligou, preencheu um formulário, pediu preço. Nesta etapa a pessoa deixa de ser público e vira alguém com nome e telefone.
  • Proposta: você entendeu o que ela precisa e apresentou um orçamento, uma condição ou uma visita.
  • Venda: ela aceitou e pagou.
  • Recompra: ela voltou, comprou de novo ou indicou alguém. É a etapa que mais empresa esquece, e muitas vezes a de menor custo.
Vender de novo para quem já comprou costuma ser a etapa mais barata do funil.

Exemplos de funil por tipo de negócio

As seis etapas valem para qualquer negócio, mas cada um enxerga cada etapa de um jeito. Veja como fica na prática:

Loja de rua ou de bairro. A atenção vem da fachada, do Google Maps e do Instagram. O interesse aparece quando a pessoa pergunta se tem determinado produto. O contato é a mensagem no WhatsApp ou a visita. A proposta é o preço e a condição de pagamento. A recompra depende de a loja lembrar do cliente depois da compra.

Clínica. A atenção vem da busca no Google e das indicações. O interesse é a pessoa olhar as avaliações e o perfil dos profissionais. O contato é o pedido de horário. A proposta é a consulta de avaliação com o plano de tratamento. A venda é o paciente aceitar o tratamento. A recompra é o retorno periódico e a indicação.

Imobiliária. A atenção vem do anúncio do imóvel e do site. O interesse é pedir fotos, vídeo e detalhes. O contato é a conversa com o corretor. A proposta é a visita seguida da simulação ou da oferta. A venda é a assinatura. A recompra é o cliente que volta para vender o imóvel antigo ou indica um parente.

Indústria que vende para empresas. A atenção vem de feira, indicação e busca na internet. O interesse é o cliente pedir catálogo ou ficha técnica. O contato é o pedido de cotação. A proposta é a cotação formal, às vezes com amostra. A venda costuma ser mais lenta, e a recompra é o pedido recorrente, que sustenta a fábrica.

Prestador de serviço, como um eletricista, um escritório ou uma oficina. A atenção vem da indicação e do Google. O interesse é conferir se a empresa é séria. O contato é o chamado. A proposta é o orçamento. A venda é a aprovação do serviço. A recompra é o cliente que guarda seu número e chama de novo.

Como medir cada etapa sem complicar

Medir o funil é contar quantas pessoas estão em cada etapa e dividir uma etapa pela anterior. O resultado dessa divisão é a taxa de conversão: a porcentagem de gente que passou de uma etapa para a próxima.

Veja um exemplo ilustrativo, só para mostrar a conta. Imagine uma empresa que, num mês, teve 20 pedidos de contato. Desses, 12 receberam proposta. Dos 12, 3 compraram. A taxa de contato para proposta é 12 dividido por 20, ou 60%. A de proposta para venda é 3 dividido por 12, ou 25%. Esses números são inventados para a explicação; os seus serão outros, e tudo bem.

Não tente medir tudo com precisão no primeiro mês. Comece pelas etapas de contato, proposta e venda, que são as que você já controla. Depois de dois ou três meses, os números mostram um padrão, e é o padrão que importa, não o número isolado.

O que você precisa registrar, mês a mês, é pouco. Veja por etapa:

  • Atenção: o que você consegue ver de graça, como visitas ao site, buscas pelo nome da empresa, visualizações do perfil e movimento na loja quando dá para contar.
  • Interesse: quantas pessoas deram um passo além, como visitas em páginas de produto ou serviço, cliques no botão de WhatsApp e pedidos de catálogo.
  • Contato: quantas conversas ou ligações novas começaram, e de onde cada pessoa veio. Pergunte: como você nos conheceu?
  • Proposta: quantos orçamentos foram enviados e quantos foram respondidos.
  • Venda: quantos fecharam e o valor de cada venda.
  • Recompra: quantos clientes compraram pela segunda vez nos últimos meses.

Onde o funil costuma vazar

Vazamento é o ponto em que muita gente entra e pouca passa. Alguns pontos aparecem com frequência, e quase todos são de atendimento, não de anúncio. Para achar o seu, olhe qual divisão entre etapas dá a menor porcentagem e pergunte o que acontece ali, na vida real. Muitas vezes a resposta está numa conversa de WhatsApp que você pode abrir e ler hoje.

Estes são os vazamentos mais comuns:

  • Demora na primeira resposta. Quem pede preço pelo WhatsApp costuma falar com mais de um fornecedor. Quem responde primeiro e com clareza leva vantagem.
  • Contato que não vira proposta. A pessoa pergunta, recebe um preço solto, sem entender o que está incluído, e some.
  • Proposta enviada e esquecida. O orçamento vai e ninguém volta a perguntar. Muita venda se perde simplesmente porque ninguém fez um segundo contato educado.
  • Site ou perfil que não dá confiança. O interesse morre porque faltam fotos reais, avaliações, endereço e um jeito claro de falar com você.
  • Cliente que compra uma vez e nunca mais ouve falar da empresa. Sem lembrete, a recompra fica por conta da sorte.
Antes de pagar para trazer mais gente, descubra por que a gente que já chega está indo embora.

Ferramentas simples: planilha primeiro, CRM depois

Você não precisa de um sistema caro para ter um funil. Uma planilha resolve bem no começo. Crie uma linha para cada pessoa que pediu contato e estas colunas: nome, telefone, de onde veio, data do contato, data da proposta, valor, situação (em conversa, proposta enviada, fechou, perdeu) e motivo, quando perdeu.

Uma vez por semana, olhe a planilha por dez minutos. Conte quantos estão em cada situação. Veja quem está com proposta enviada há mais de três dias sem resposta e chame. Só esse hábito já recupera vendas.

CRM é o nome técnico de um sistema que guarda os contatos e o histórico de cada cliente, geralmente com um quadro em que cada pessoa é um cartão que anda de etapa em etapa. Vale a pena trocar a planilha por um CRM quando você tem mais de uma pessoa atendendo, quando a planilha já não é atualizada, ou quando esquecer um retorno começa a custar vendas.

Existem opções gratuitas ou baratas de CRM. Escolha a que sua equipe realmente vai usar. Um sistema simples que todo mundo preenche vale mais do que um sistema completo que ninguém abre.

Como melhorar uma etapa por vez

O erro mais comum é tentar consertar o funil inteiro de uma vez. Dá confusão, e você não descobre o que funcionou. O caminho mais seguro é escolher uma etapa, mudar uma coisa, esperar o resultado e só então seguir. Essa ordem, do fim para o começo, evita jogar dinheiro em atenção enquanto o atendimento deixa a venda escapar. Funil nenhum garante resultado: o objetivo é reduzir perdas e decidir com base em número, não adivinhar.

Siga esta ordem:

  • Escolha a etapa com o vazamento mais claro, aquela em que a porcentagem de passagem é a mais baixa e o volume é relevante.
  • Mude uma coisa só. Exemplo: responder todo pedido de contato em até 15 minutos no horário comercial, ou enviar proposta sempre com um resumo do que está incluído.
  • Defina quanto tempo vai observar. Em geral, de quatro a oito semanas, para ter conversas suficientes e não decidir com base em dois ou três casos.
  • Compare com o período anterior, usando a mesma conta. Se melhorou, mantenha e vá para a próxima etapa. Se não melhorou, troque a mudança, não o método de medir.
  • Só depois de a parte de baixo estar firme, invista em trazer mais gente para o topo.

Por onde começar nesta semana

Se você leu até aqui, faça três coisas curtas. Primeiro, abra o WhatsApp e conte quantos pedidos de contato chegaram no último mês. Segundo, veja quantos receberam proposta e quantos fecharam. Terceiro, anote em quantos você nunca voltou a falar depois da primeira resposta.

Só com esses três números você já enxerga onde está o maior vazamento e qual etapa merece a próxima semana de trabalho.

Se quiser ajuda para olhar o seu caminho até a venda com outra visão, a Seven Black faz um diagnóstico gratuito em /diagnostico/, ou você pode falar com a equipe pelo WhatsApp. O texto acima funciona sozinho: com uma planilha e disciplina, dá para começar hoje.

Perguntas relacionadas

Funil de vendas serve para empresa pequena?

Serve, e muito. Quanto menor a empresa, mais cada venda perdida pesa. Você não precisa de ferramenta cara: uma planilha com contatos, propostas e vendas já mostra onde o dinheiro escapa. O funil é só a organização do que você já faz no dia a dia.

Qual a diferença entre funil de vendas e funil de marketing?

O funil de marketing cuida da parte de cima: atrair atenção e gerar contatos. O funil de vendas cuida da parte de baixo: transformar o contato em proposta e em venda. Na prática, para o dono da empresa, é um caminho só, e as duas equipes precisam olhar os mesmos números.

Quantas etapas o funil deve ter?

Não existe número certo. Seis etapas, como atenção, interesse, contato, proposta, venda e recompra, costumam bastar. Se uma etapa extra ajuda a enxergar um vazamento no seu negócio, como visita ou amostra, acrescente. O funil bom é o que você consegue medir toda semana.

Preciso de CRM para montar meu funil?

Não no começo. Uma planilha bem preenchida resolve. CRM passa a valer a pena quando há mais de uma pessoa atendendo, quando o volume de contatos cresce ou quando retornos são esquecidos. Escolha um sistema simples que sua equipe vá de fato usar.

Com que frequência devo olhar os números do funil?

Olhe a lista de propostas pendentes toda semana, porque é quando dá para recuperar venda. Os percentuais de passagem entre etapas, olhe uma vez por mês e compare com o mês anterior. Decidir com base em poucos dias de dados costuma enganar.

Quer a resposta para o caso da sua empresa?

Faça o diagnóstico gratuito ou converse com a Seven pelo WhatsApp.

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